Nota publicada no blog da Academia Cearense de Medicina.
Clicar no link, abaixo.
http://academiacearensedemedicina.blogspot.com.br/
Total de visualizações de página
276306
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
POR: CELINA CÔRTE PINHEIRO - NÓS E OS "MICRÚSCULOS"
Dra. Celina Côrte - Médica Presidente da Sobrames-CE |
Publicado no Jornal "O POVO" em 05/02/2016
No Brasil, enquanto o Aedes aegypti agia como transmissor do vírus da
dengue, ações preventivas foram débeis e descontinuadas. Embora a
doença pudesse acarretar distúrbios graves, até óbitos, foi subestimada
pelos governantes.
Intervenções públicas pontuais,
sobretudo nos períodos chuvosos e quentes, quando o mosquito encontra
condições mais propícias para sua proliferação, bem como o aumento
estatístico de pessoas afetadas pela dengue, revelavam, ano a ano, a
ineficácia dos parcos programas. Nenhuma medida ostensiva, educativa e
continuada para controle do vetor.
Ao revelar seu poder
também como transmissor dos vírus chikungunya e zika, este último com
repercussão grave sobre fetos, percebeu-se a magnitude do transtorno,
agora já reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como
emergência mundial. Encontramo-nos diante do antigo impasse em que seres
“micrúsculos” podem nos dizimar ou, no caso, dar origem a crianças
microcéfalas, com repercussões imprevisíveis.
Embora
menos onerosas, medidas preventivas nunca foram prioritárias no País,
por não assegurarem visibilidade política e outras vantagens em curto
prazo. O Ceará não é exceção, com vários municípios ainda privados de
saneamento básico adequado e suas implicações. Na Capital, é fácil
perceber quão distantes nos encontramos da prevenção, até mesmo de
simples verminoses. Convivemos com potenciais criadouros do mosquito,
alimentados pelo lixo que a população mal orientada atira a esmo no meio
ambiente. Deste, temos a obrigação de ser aliados e não inimigos.
A
melhor e única medida protetiva contra o Aedes ainda é a prevenção.
Conforme recomenda a Fiocruz, basta dedicarmos dez minutos semanais para
identificação e eliminação dos possíveis criadouros do mosquito
transmissor em nossos domicílios. Dos gestores, espera-se que saiam de
sua procrastinação e estabeleçam programas bem planejados e eficazes de
controle do mosquito. Aliemo-nos, como rigorosos fiscais de nós mesmos, e
confiemos no empenho científico exitoso.
Celina Côrte Pinheiro
celinacps@yahoo.com
Médica
pela USP, especialista em Ortopedia e Traumatologia e presidente da
Sociedade Brasileira de Médicos Escritores -Regional Ceará (Sobrames-CE)
quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
POR: SERGIO MACEDO - ALMA / tempo em atraso
ALMA/ tempo em atraso
Ela não me disse nada,
silêncio de sepulcros,
alma aprisionada ao universo.
E eu só queria que ela voltasse um pouco,
se sentasse em um cadeira de balanço,
nesse vento gostoso da manhã, conversasse comigo,
mas ela não suportou e foi embora, deixando-me órfão de emoções.
Sua cadeira de balanço, que nunca uso, vazia, tem nome de tédio.
O vento de todo o dia,
Vazia, balança a cadeira,
Como se alentasse meu ser
Em sua ausência.
Em seu lugar, também
Seria refém do universo,
Tirana prisão,
Largaria de mão quem não percebe
A luta ou não a quer
Deixaria de lado o centurião fugidio
Mataria todos os deuses do depois,
Do depois sem solução,
Do depois, inevitavelmente dos soluços.
Ela não me disse nada,
silêncio de sepulcros,
alma aprisionada ao universo.
E eu só queria que ela voltasse um pouco,
se sentasse em um cadeira de balanço,
nesse vento gostoso da manhã, conversasse comigo,
mas ela não suportou e foi embora, deixando-me órfão de emoções.
Sua cadeira de balanço, que nunca uso, vazia, tem nome de tédio.
O vento de todo o dia,
Vazia, balança a cadeira,
Como se alentasse meu ser
Em sua ausência.
Em seu lugar, também
Seria refém do universo,
Tirana prisão,
Largaria de mão quem não percebe
A luta ou não a quer
Deixaria de lado o centurião fugidio
Mataria todos os deuses do depois,
Do depois sem solução,
Do depois, inevitavelmente dos soluços.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
POR: MARCELO GURGEL - ANTERO COELHO NETO : uma perda muito sentida
ANTERO COELHO NETO: uma perda muito sentida
Antero Coelho
Neto nasceu em Fortaleza em 11/06/1931.
Graduou-se em Medicina em 1957, pela Universidade Federal do Ceará
(UFC), como o melhor aluno da turma.
Foi Residente em Cirurgia da
Casa de Saúde São Miguel, no Rio, em 1958. Em 1961, obteve a Livre-Docência em
Cirurgia na Faculdade de Medicina da UFC.
Foi Research Fellow in Surgery
do Massachusetts General Hospital, e
do Albert Einstein Medical Center, nos EUA.
Admitido no corpo docente da Faculdade de Medicina da UFC, em 1959,
aposentou-se em 1992, como Professor-Adjunto IV, tendo exercido diferentes e
relevantes atribuições acadêmicas.
Licenciou-se da UFC, de 1967
a 1972, para assumir o cargo de professor da
Universidade de Brasília, ao nível de Titular, retornando à Fortaleza, para
implantar a Universidade de Fortaleza, da qual foi Reitor, de 1973 a 1979.
Como expert na temática “Qualidade de Vida e Longevidade”, era amiúde
solicitado a participar, como expositor, em cursos de
especialização. Ministrou mais de uma centena de cursos em diferentes
países.
A sua produção impressa de artigos e livros o posicionava entre os
principais polígrafos do Ceará. Como polímata, foi responsável por cerca de
quatrocentas conferências, palestras e trabalhos apresentados em congressos,
seminários, workshops.
A experiência internacional, auferida como Consultor da Fundação Kelloggs, contribuiu para que viesse a ser
contratado pela OMS/OPAS, organismos integrantes da ONU.
Do seu currículo, com cerca de dois mil títulos, identifica-se um
excepcional elenco de consultorias e elaboração de projetos em Saúde, Educação,
Recursos Humanos, Desenvolvimento Institucional, Planejamento e Qualidade de
Vida.
De regresso à Fortaleza, já aposentado da OMS/OPAS, focalizou o seu
empenho investigativo no campo da Qualidade de Vida, com especial referência à
longevidade e à saúde do idoso.
Nas últimas três décadas, ele deu guarida à figura do educador
comunitário e do homem da comunicação, engajado no esforço de propiciar ações
educativas, com vistas à melhoria da qualidade de vida e de uma vida saudável
às pessoas. Nesse aspecto, foi articulista regular de O Povo, produzindo artigos de opinião de intangível valor social.
Presidiu a Academia Cearense de Medicina e pertencia à Sobrames/CE, sendo
um aclamado vate.
Sua partida deste mundo menor,
ocorrida ontem (18/01/16), deixa uma lacuna imensa no Ceará, que perde um dos
seus mais talentosos cidadãos.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva
Da Academia Cearense de
Medicina e da
Sociedade Brasileira de
Médicos Escritores – Regional Ceará
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
SOBRAMES-CE DE LUTO - FALECEU O SOBRAMISTA ANTERO COELHO NETO
Dr. Antero Coelho Neto |
Fonte: Jornal "O POVO" 18/01/2016
O médico cearense, professor universitário, articulista do O POVO, escritor e criador do programa de rádio "Novas Dimensões", Antero Coelho Neto, morreu, aos 84 anos, na madrugada desta segunda-feira, 18, em Fortaleza. Doutor Antero estava internado por conta de uma fratura no colo do fêmur, mas teve uma infecção generalizada, agravada após Acidente Vascular Cerebral (AVC). A missa de corpo presente será realizado às 14 horas, no Jardim Metropolitano, e o sepultamento está programado para às 15 horas.
Segundo o médico sanitarista Marcelo Gurgel, Antero deixa um legado intelectual, científico e educacional para a Medicina cearense. "Era um dos médicos mais influentes do Ceará, com projeção internacional. Era um exemplo para o Brasil. Foi o pioneiro nos estudos de transplante renal e diziam que era um dos melhores alunos na época da faculdade. Participou como consultor da criação do curso de Medicina da Uece, além de ter tido um papel importante no início do SUS" ", lamentou o amigo.
"Era uma pessoa de ótima convivência e um excelente colaborador da Rádio Universitária. Ele fez um trabalho muito importante na dimensão educativa do rádio. O Novas Dimensões tinha esse caráter de educar para a saúde, um programa muito criativo e bem dialogado, aberto ao relacionamento com o público, sempre discutindo temas importantes para a saúde da população", explicou o diretor da Rádio Universitária FM, Nonato Lima.
Doutor Antero criou e passou a apresentar o ''Novas dimensões'' na Rádio AM do POVO, na década de 90. Após 370 edições na emissora, o programa foi levado à Universitária FM com o nome "Novas Idades", que estimulava uma vida ativa, criativa e saudável para pessoas idosas. Depois de 370 outras edições, o programa voltou a se chamar "Novas Dimensões", misturando informações e debates sobre Medicina, Enfermagem, Fisioterapia, Odontologia e Farmácia com foco em todas as faixas etárias e tipos de público.
Segundo Nonato, mesmo com a ampliação do programa para outras áreas de saúde, Antero continuava sendo colaborador assíduo da rádio. "Ele não participava mais todo sábado por conta da saúde debilitada, mas foram anos fazendo ao vivo, em cada sábado do ano", relembra.
Saúde debilitada
De acordo com Marcelo, doutor Antero foi internado no hospital São Raimundo há 45 dias, pois apresentava sinais de desorientação. Ele se recuperou e voltou para casa, mas fraturou o colo do fêmur, sendo internado no hospital São Carlos, cerca de 10 dias atrás.
"Não foi operado porque teve uma pneumonia e, depois, veio o quadro de septicemia [infecção generalizada] que foi se agravando. Ele estava sendo tratado com antibióticos, mas teve um AVC e uma piora no quadro de saúde", relatou ao O POVO Online.
"É importante amar, amar e amar"
Antero foi entrevistado nas Páginas Azuis do O POVO, em março de 2007, quando falou sobre a relação entre qualidade de vida e longevidade. Médico-poeta, ele dizia que a família e o poder público não estavam preparados para lidar com a quantidade de pessoas idosas que vem crescendo no País.
"A mulher é mais responsável com seu corpo, tem mais religiosidade, a sexualidade da mulher é objetivando o amor. O homem tem de mudar. Por isso, eu brinco dizendo que cada vez mais exercito meu lado feminino", contou.
"Há um provérbio popular muito antigo que diz: mudar é difícil, é preciso um grande amor ou uma grande dor. Como por exemplo, 80% dos que sofrem infarto do miocárdio deixam de fumar depois da dor do infarto", explicou na entrevista.
Quando perguntado sobre qual mensagem o poeta deixaria para as pessoas sobre a qualidade de vida, ele foi categórico: "amar". ''O poeta diria que para ter uma boa qualidade de vida é importante amar, amar e amar. E quando estiver cansado de amar, amar mais. Não estou falando de amor ao sexo oposto, mas o amor às pessoas, à sua vida, ao meio ambiente em que você está. Amar as coisas que você faz. É esse amor que lhe dá a vida", completou.
Carreira
Antero Coelho Neto nasceu em 11 de junho de 1931, era formado em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (UFC) na turma de 1957 e tinha especialização em cirurgia geral, com pós-doutorado na Universidade de Harvard, em Boston (Estados Unidos).
Ele foi diretor do Instituto para a Qualidade de Vida desde 1993, onde prestava consultoria a empresas, universidades e ministrava cursos. Foi representante da Organização Pan-Americana da Saúde na Colômbia e Venezuela, professor da Faculdade de Medicina da UFC, Reitor da Universidade de Fortaleza (Unifor), vice-diretor da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Brasília.
Como poeta, teve mais de 43 artigos publicados em revistas especializadas no Brasil, América - Latina e Estados Unidos, além dos livros "A Cidade Azul", "Vida Longa com Qualidade II" e a trilogia "Palavras que Valeram a Pena".
sexta-feira, 15 de janeiro de 2016
POR: WILLIAM MOFFITT HARRIS - MEU CARO LOURINHO
Assinar:
Postagens (Atom)