| Dr. Ronald Teles |
Passarinho
Ele dormia um silente sono,
Na companhia inseparável de seu canarinho,
Melodioso e lindo pássaro,
Que sobrevoava seus sonhos de menino,
Agora os dois se foram,
Uma lâmina fria de aço cortou meu peito,
A saudade já sem jeito,
Dele e de seu lindo amiguinho,
Derramados em meu coração,
Pela sublime lembrança,
Da paz que emanava de seu semblante,
De seu peito repleto de carinho;
Esta ferida é nua e crua,
Sua ausência faz barulho,
Pois o bem se perpetua,
Com tudo o que foi dito e fez,
Sem nunca desejar troca,
Somente luz que se espalhou,
Iluminando todo o seu caminho,
E hoje seu quarto jaz só,
Mas cheio de brilho e esplendor,,
A orquestra está ao lado,
Em frondosas árvores cheias de pureza e calma,
Clamando sua eterna falta,
No canto de novos passarinhos
Dedico este poema ao meu sogro[ in memorian] Jonas Costa Nóbrega
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