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sexta-feira, 20 de maio de 2022

ADOÇÃO - POR: Ronald Teles

 


                                                         Dr. Ronald Teles/Cardiologista

ADOÇÃO


Deus criou todas as criaturas segundo as suas espécies, criou todos os animais viventes, criou o animal doméstico; o homem foi o único criado à sua semelhança divina e recebeu a premissa de uma companheira, criada de uma costela e assim nasceu a primeira família, já em pecado, pois as leis do paraíso foram ignoradas, o homem comeu do fruto do conhecimento e da perdição, perdeu a condição divina e inocência, foi expulso do paraíso, e o escuro, a dúvida, a incerteza e a morte física prevaleceram. Constituíram então uma família, dela vieram dois filhos, que foram Caim e Abel. Mais uma vez foi desobedecida a palavra e o primeiro homicídio e fratricídio tomou lugar na história bíblica, com a morte de Abel pelas mãos de seu irmão, por pura inveja e rejeição à orientação sagrada. Tudo e todos foram criados em sete dias e Deus achou boa e bela toda a sua obra, lançando uma possibilidade de vida eterna que nós perdemos inicialmente e podemos resgatá-la depois pelo holocausto do cordeiro divino na cruz, que redimiu nossos pecados, e aboliu todos os sacrifícios e ritos iniciais do velho testamento 4 mil anos antes da sua vinda, pois Ele foi o sacrifício supremo de Deus, que se fez homem e assumiu todas as chagas humanas, na sua mortificação, paixão e ressurreição sublimes em uma cruz que hoje também é nossa, pois ninguém vai ao Pai sem carregá-la também, mas é necessário entender que ela redime ,mas nossas vidas terão todas as dificuldades, muito embora, com outro enfoque ou percepção, pois o filho unigênito nos fortalece dia a dia com seu amor que é insondável e inescrutável, e Ele nos acolhe carinhosamente por nosso nome! Isso é maravilhoso e nos faz viver melhor e com uma vida voltada ao bem e ao espírito. 

O Brasil tem cerca de 212 milhões de habitantes, pais diverso e lindo, curiosamente temos mais animais de estimação que a própria população do país. São em seu imenso número Cães e gatos, mas existem tantos outros criados com carinho e dedicação. Esses bichinhos têm um papel importante nos lares que habitam, são fonte de um amor legítimo, sem cobranças, cristalino, puro, vibrante; nos recebem como se fora sempre a primeira vez que nos avistam, segundo a ciência quem os cultiva evita e melhora transtornos psicológicos e até melhora sua imunidade. Eles também se prestam às mais variadas funções sociais, notadamente os cães, que vão da companhia, visita a asilos, guia de cegos, função policial, e uma derradeira lembrança, que era a de números circenses, nos  quais já não os vemos pois os circos extinguiram-se. Eles têm a inteligência de uma criança de quatro anos e todas as raças vem do lobo selvagem como antecessor comum ,nos tempos que circundavam os acampamentos primitivos por restos alimentares. Assim nasceu a domesticação. 

Dispõem hoje dê todas as especialidades veterinárias, e de rede hospitalar veterinária, muitas vezes superiores às humanas.

Só há um parêntese!

As pessoas estão os trocando em todos os sentidos pelos próprios semelhantes. Eles ganharam o status de 'filho" ,são presenteados com bolos, mimos, festas de aniversário, roupas, calçados, lembranças, camas sofisticadas, rações caras, água mineral e até carros e joias para citar comportamentos mais excêntricos! Isso não deixa de ser uma inversão de valores, temos e devemos ter nossos pets ,pois suavizam nossas vidas mas colocá-lo acima do semelhante não é lógico nem desejável.

Enquanto isso as milhares de filas de adoção no Brasil, claudicam por leis burocráticas, e as crianças perdem um tempo que não mais recuperarão em suas vidas, posto que há um entrave, que às mantêm as vezes anos em um orfanato, recebendo visitas dos pretensos pais adotivos, muitas vezes durante anos, gerando mais um trauma à vida já tão sofrida delas, que buscam tão somente uma estrutura familiar que forneça o maior substrato humano que é o amor.

Se houvesse um esforço político conjunto, uma justiça ordenada e  desburocratizada,  boa vontade geral, esses pequenos passariam a gozar do recôndito de um lar e todas as vantagens advindas dele, pois a família é a célula mater da sociedade não importando gênero ou número para eles, que nao se apercebem de detalhes antropológicos profundos e só querem alguém para chamar de meus pais! O mais importante é o resgate dessas vidas latentes que esperam um pouco de carinho, para retirá-las do destino cruento do mundo: A rebeldia, a violência, a adicçao, a marginalidade e a morte. Feito isso teríamos lindas festas também para nossas crianças, e os nossos bichinhos de estimação passariam a ocupar um segundo lugar na atual sociedade, pois o homem é único e também o único  que tem a possibilidade de resgate de sua alma,bfazendo e colhendo o amor ao próximo.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

ÁFRICA Por: Dr. Ronald Teles/ Cardiologista

 

ÁFRICA 

Por: Dr. Ronald Teles/ Cardiologista

Houve um tempo em que éramos unidos, pelo menos geologicamente e geograficamente : O tempo prisco da pangéia, em que todos os continentes encontravam-se fundidos em uma unidade de espécies, dividindo a natureza e sua diversidade ampla; as faunas e flora, conviviam pacificamente em harmonia e o tempo era etéreo e misterioso sem nossos parâmetros modernos, que tanto afligem o homem.

Nesse continente uno, habitava um homem primitivo, que recebeu várias denominações como, de neanderthal, sapiens, sapiens sapiens e tantos outros, conforme sua aparência, estrutura, localização e costumes; esse homem primitivo era um grande caçador nômade e se aventurou por incontáveis quilômetros e milhas, estabelecendo novos territórios de predação e sustentação e mais tarde fixou-se ao seu torrão, passando a cultivar algumas espécies vegetais para seu sustento e de sua família, nascendo assim a agricultura, e o homem coletor, o que gerou futuramente aglomerados, comunidades e enfim as cidades.

Os continentes separaram-se por fenômenos geológicos naturais e transformaram -se nas Américas, África, Oceania, Europa, enfim, houve uma segregação natural da qual derivou todos os povos como conhecemos atualmente, com diversidade de línguas, costumes, tradições, religiões, cores e número. Vale a pena frisar que toda essa complexidade se chama raça humana e somos feitos da mesma matéria e retornaremos todos ao pó. A partir daí haverá uma partilha do joio e trigo, este será aproveitado, aquele lançado no fogo eterno.

Na Torá ou  Pentateuco, livro do povo judeu, para nós gentios o velho testamento, o livro de Genesis fala da Torre de Babel, e registra o fenômeno da dissolução da unidade humana e sua dispersão pela vaidade e pecado.

A mãe África foi um dos continentes da diáspora geológica. Foi depois duramente invadida, colonizada, ultrajada, usurpada, saqueada e massacrada por grandes potências europeias, mais tarde também latinas, seu nobre povo teve seus costumes e nobres reinos reduzidos a espectros do que eram. Seu idioma foi desprezado, seus costumes desrespeitados, as riquezas do continente foram solapadas para enriquecer as elites daquele tempo nefasto.

O mais grave ainda iria acontecer! Resolveram escravizar o povo africano e amputaram-no de sua terra mãe, colocando-os em navios negreiros que amontoavam até 300 almas em condições subhumanas com mortalidade que chegava a 40%,as vezes mais, em viagens de vários  meses, sem pão ou água. Os mortos eram atirados nos mares e os tubarões acompanhavam essas embarcações macabras até o destino final em grandes cardumes que pressentiam a morte implacável.

Os negros foram introduzidos nas colônias, do litoral aos interiores do nosso Brasil, analisados em mercados como animais sem alma, vendidos torpemente e mortos sem piedade até por "levantar a voz" aos seus feitores. Sempre foram legítimos; nos presentearam com sua graça, força, amor, seu panteão de Deuses, que na verdade são todos os Santos católicos; sua culinária típica, sua dança e até seu protesto em forma de luta que é a capoeira. O sangue negro corre nas veias de cada brasileiro seja pela herança, seja pela nobreza e tradições que eles nos legaram. 

Os negros colocaram suas santas mãos em nossa terra e fizeram nosso pais avançar em todas as áreas. Ainda hoje lutam por reconhecimento e a discriminação acontece todos os dias em várias situações, muito embora nossos irmãos estejam podendo se manifestar e atuar em qualquer área, o que é um fenômeno natural e necessário. No Brasil o racismo é velado: Zumbi está nos livros de história, Machado de Assis foi nosso maior escritor e fundador da ABL, Pelé o "rei do futebol", o ministro e primeiro presidente do STF, negro, Joaquim Barbosa, para citar exemplos clássicos, são respeitados, admirados e até temidos, por serem exemplo de sucesso e poder. 

Enquanto isso o jovem negro atual é o que mais tem sua vida ceifada tão somente pela sua cor e faz parte de uma estatística vergonhosa de letalidade, que arrebata tantos sonhos não realizados. Vivemos atualmente em um mundo globalizado, interligado e com novos valores, mas infelizmente o homem ainda não aprendeu que a raça branca, negra e amarela compõem a mesma espécie humana semelhante à imagem divina, como diz a sagrada palavra. Somos na verdade essa unidade que povoa o planeta terra, e como dizem as escrituras: "A carne é como a erva que seca e toda a glória humana é como a flor que murcha e cai".

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Por Ronald Teles: A ESPADA.


Ano passado fui presenteado com um instrumento, símbolo e ápice da formação de um militar, recebi de presente a espada da declaração a oficial de meu amado pai, a aspirante em 1959. Ele menino pobre do interior, fugitivo da fome, das endemias e do destino como pescador em seu minúsculo interior do Ceará, através do estudo, que o fez galgar todos os brilhantes degraus de sua vida, agora via suas aspirações de criança pobre materializadas naquela espada prateada, lustrosa, com bordado singelo e grande significado pessoal. Ali começava uma vida de grande militar laureado com todas as honras possíveis de sua carreira, mas notadamente avaliado pelo seu intelecto destacado. Abraçou depois a advocacia e se consagrou advogado cível e empresarial de renome, recebendo distinção da OAB, e hoje figura no livro das personalidades cearenses, ao lado de grandes em suas áreas de atuação, como Antonio Martins filho, Paulo Elpidio de M. Neto, Lúcio Alcântara,Virgílio Távora, Adauto Bezerra, César Cals, Beto Studart, Raquel de Queiroz, e tantos outros ilustres, ídolos dele próprio.
Esse exemplo é por demais marcante para mim, essa espada por mim recebida, como primogênito, e herança de honra e virtude, traz em si o que o estudo, a educação, a força de vontade, e o desejo sobre humano de vencer podem fazer, quando a consciência pede, o tempo urge e Deus favorece!
Minha primeira lembrança da ida ao colégio foi aos 3 anos de idade, quando fui despertado por uma negra com asas de anjo da guarda e sorriso expressivo, de alcunha "caticô". Ela me despertou carinhosamente, com as carícias que a mãe África à legou; herança propagada na nossa miscigenação e formação brasileira, e me levou pela mão ao colégio Clóvis Bevilácqua, em Jaguaribe, onde começou a minha saga pelo saber.
Hoje nossos filhos detêm inúmeras possibilidades educacionais, desde a estrutura de ensino particular, quase privativa da classe média, em todos os seus níveis, até os mais variados métodos de ensino, estrutura digital e tantas outras facilidades!
Só falta um detalhe!
Falta a vontade, falta a obstinação, falta denodo, falta desiderato, falta olhar para si, para o presente e para o futuro.
Só há futuro com o cidadão educado e instruído, essa formação vai fazê-lo ter bagagem intelectual, opinião própria e espírito crítico. Com esse equipamento ele vai fazer escolhas certas para si e para a sociedade. Nosso País engatinha na educação, os professores são subvalorizados e subremunerados, são idealistas; é por isso que mantêm essa fleuma; nas instituições publicas falta tudo, desde material básico, estrutura física e principalmente respeito ao mestre. Nas instituições superiores há uma verdadeira degradação e desmonte de um passado glorioso. A pesquisa está sem verbas, estamos perdendo nossos cientistas para outros centros no exterior. Nosso estado do Ceará é vitrine para o Brasil em educação pública e os resultados são expressivos, mas infelizmente as politicas publicas demandam um cidadão analfabeto para "massa de manobra" e para conclusão de seus objetivos imediatistas e espúrios;nossas futuras gerações têm o grande desafio de mudar essa triste realidade e de transformar nosso país em sua verdadeira vocação de grande estado entre tantos,e não de um pária com a impressão de dever não cumprido.

domingo, 10 de abril de 2022

NOTA DE PESAR.


NOTA DE PESAR

 
Prezados confrades e amigos,

É com grande pesar que informamos o falecimento do Dr. Iran Rabelo, ilustre médico e professor de muitas gerações de colegas.

A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores Regional do Ceará - Sobrames sente-se enlutada fazendo aqui constar sua NOTA DE PESAR. 

Que o Criador em seu Reino de Bem-aventurança possa recebê-lo e confortar o coração dos colegas, amigos e familiares. 
Atenciosamente,
 
Raimundo José Arruda Bastos
Presidente da Sobrames Regional do Ceará

sábado, 9 de abril de 2022

NOTA DE PESAR


Fortaleza, 09 de abril de 2022.
 
NOTA DE PESAR
 
Prezados confrades e amigos,
É com grande pesar que informamos o falecimento, às 23h de ontem (08/04/2022), da Sra. Elda Gurgel da Silva, ilustre genitora dos nossos ex-presidentes, médicos e escritores, Dr. Paulo Gurgel e Dr. Marcelo Gurgel, e avó do confrade escritor André Gurgel. 
A Sociedade Brasileira de Médicos Escritores Nacional e Regional do Ceará -Sobrames sentem-se enlutadas pelo falecimento da matriarca da honorável família, fazendo aqui constar nossa NOTA DE PESAR. 
Possa o Criador recebê-la de braços abertos em seu Reino de Bem-aventurança e confortar o coração de amigos e familiares. 

Atenciosamente,
 
Raimundo José Arruda Bastos
Presidente da Sobrames Nacional e da Regional do Ceará 

Foto: D. Elda Gurgel no dia da inauguração da Sala do Advogado, situada no Fórum Autran Nunes, em homenagem a seu marido prestada pela OAB-Ceará, em 2002

sexta-feira, 8 de abril de 2022

POR RONALD TELES: PARAÍSO

Dr.Ronald Teles/Cardiologista

Renê Descartes com seu pensamento lógico, ordenou abcissas e ordenadas e sua intercessão gerou um plano geométrico. Transladando para nossas vidas, a intercessão dessas retas Seria nosso nascimento e morte; pois esse "cruzamento" recairia em um espaço temporal sem nossa percepção lógica e consciência enquanto seres vivos. Seria um modelo interessante, se não houvessem tantas variáveis envolvidas em relação à nossa curta e doce existência humana. Na verdade a vida em seus aspectos sociológicos, antropológicos, filosóficos, científicos, cabe em um pensamento derradeiro, quando chegamos à nossa finitude. Existem relatos bem descritos daqueles que viram passar "toda sua vida" em um momento de extremo perigo e de ameaça fatal. São também descritas EQM (experiências de quase morte) em que os que experimentaram tal situação divagam em outros planos, conflagrando sua existência etérea com seres angelicais, locais paradisíacos, com enlevo celestial e uma paz intensa e plena que faz esse viajante de outros planos desejar ficar nessa "dimensão " espiritual que tanto conforta e pacifica a alma.
Nossa pressa pelo mundo nos faz passar por tantas coisas, lugares situações, destinos, em que aprendizados e lições não são assimiladas como deveriam; na verdade somos brindados dia a dia com a  paz de Deus em nossas vidas! Temos profissão, temos alimento, temos família, temos teto, temos o amor de nossos queridos! Serão  necessárias tantas coisas supérfluas para viver? Muito trabalho, sem repouso, muito dinheiro sem desfrute, muita pompa sem Deus? Santo Agostinho bem disse: "O que é a vida do homem? Senão fumaça que se deixa ver por um instante e logo se dissipa?". Esse interregno entre nosso nascimento e morte é a vida que Deus nos deu para ser escrita com as letras da fé e do amor ao próximo. Temos que ser competentes, devemos nos aprofundar em nossos conhecimentos para servir bem e extender a dádiva do saber ao próximo, a ciência não pode ser encastelada como um hieróglifo incompreensível e abstrato, ela deve se dispor ao ser humano em todas as suas potencialidades. Ao final de suas vida Sócrates disse: "Só sei, que nada sei". Me permitam mais uma vez citar Santo Agostinho, que disse: "O tempo é um vestígio da eternidade". A palavra sagrada diz por São Paulo, que: "Tudo posso Naquele que me fortalece". Nós pobres mortais pelo pecado original, devemos ter humildade, mansidão, zelo pelo presente e fé no futuro, pois ele já foi traçado, mas também espera incrivelmente por nosso livre arbítrio, que nos fará mais ou menos merecedores do paraíso que tanto almejamos, e que está assegurado para os que são justos e retos de coração.

quinta-feira, 31 de março de 2022

POR RONALD TELES: VÍCIOS

 

Dr.Ronald Teles/Cardiologista


 São Tomás de Aquino, um dos Santos e doutores da igreja, disse que a acídia, ou melancolia espiritual, seria a fonte de muitos males, além dos da alma, os males psicossomáticos. Devemos ter essa disciplina espiritual, pois os afagos do mundo são imensos, aparentemente gratuitos, sedutores, subliminares e até inconscientes. 
Todos os dias somos invadidos por avalanches de propagandas, comerciais, mídia falada, escrita, digital, nos convidando a vícios que podem nos escravizar eternamente, e sufocar nosso "eu" verdadeiro, nos colocando em veredas, ao invés do caminho correto que Deus nos preparou com seu sacrifício e sua dolorosa paixão. 
O vício se apodera do escolhido, mas na verdade ele é voluntário, e chega um instante em que há uma verdadeira posse do caráter e de uma vida, levando à uma convulsão social e atos extremos como exterminação da própria vida através do suicídio. 
Quando falamos nessa palavra, há uma tendência de se imaginar o ato final que ceifou a existência, mas o suicídio é contínuo e muitas vezes deliberado quando o ser humano hedonico por natureza, busca compensações permanentes de sua ansiedade por "prazer pelo prazer", se entregando ao jogo, ao álcool, ao sexo, à comida, ao fumo e tantas outras adicções que configuram uma morte lenta do corpo e mais gravemente do espirito. A licitude é determinada pela sociedade, drogas que antigamente eram proscritas, hoje são liberadas e existem projetos para sua legalização como a maconha. Há experiências europeias e estadunonidenses na liberação chancelada pelo governo, com a premissa de que seriam interrompidas as cadeias do tráfico e seus tentáculos.
O certo é que a família cristã ainda é a base da formação de um cidadão íntegro e equipado com a armadura de Deus e a espada da fé. Nesses lares reina o mandamento maior de amar o próximo como a si mesmo. Não existe amor próprio no vício, este se apoderou do dono e vai levá-lo à uma viagem de sombras com final quase sempre infeliz. Devemos estar sempre vigilantes, pois como bem disse São Paulo: "Combatemos uma guerra, não com seres humanos, mas com o governo espiritual do mal".
Esse mal é que intuirá nossas crianças, jovens e até adultos, a buscarem esses artifícios que irão agir em zonas de recompensa cerebral, liberando neuromediadores como a dopamina, noradrenalina, serotonina e enfim as endorfinas que conferem uma sensação prazerosa, mas que cedo ou tarde se transformará em tolerância com a morte física ou espiritual do hospedeiro.
Pratiquemos um esporte, leiamos um bom livro, contemplemos a natureza, ouçamos uma boa música, cultivemos nossos bons amigos, agradeçamos todo dia a misericórdia de Deus em nossas vidas! Tudo isso avivarà nossa vida, nossos sentidos, nos estimulará beneficamente de maneira fisiológica e até sobrenatural e nos protegerá da destruição final por essas pedras em nossos caminhos.