Prateaste meus cabelos e colocaste vincos em minha face,
No entanto meus olhos e coração são de menino!
Eles me destinam ao belo e novo,
Acresço minha vida de esperanças e alegrias,
As encontro todo dia,
Tal qual um presente de cada sol que brilha,
No desabrochar de flores primaveris,
Nos doces frutos do teu amor juvenil,
Na chuva que disfarça minhas lágrimas de tristeza,
No pão que recebo de minha frugal, mas farta mesa,
No abraço franco de meus diletos amigos.
Meu tempo não é nítido ou retilíneo
Ele faz curvas junto com o vento,
Este mesmo que espalha teus cabelos,
E asperge o perfume que me delicia,
E me transporta a um arco que finda no infinito,
Então mais uma vez reflito,
Refaço o novo curso, e parto,
Rumo ao amanhã,
Sem olhar o que passou,
Pois em meu peito, guardo a esperança,
E o desiderato de seguir em frente,
Que engana horas e dias,
Me fazendo nascer novamente
Que obra magnífica! O poema traduz com delicadeza a passagem do tempo, mostrando que os anos podem marcar o rosto, mas não envelhecem a esperança, os sonhos e a capacidade de recomeçar. Uma reflexão profunda, escrita com a sensibilidade de quem aprendeu a transformar a vida em poesia Meu poeta ,❤️
ResponderExcluirA capacidade de envelhecer sem terminar com a esperança é uma dádiva de Deus. Parabéns pelo belo poema que nos reporta aos sentimentos mais nobres do ser humano. Parabéns 👏👏👏- Profa. Carmem Gonzaga
ResponderExcluirParabéns, Ronald! O tempo, que tudo transforma e destrói, não conseguiu destruir sua esperança e dignidade.
ResponderExcluirBelíssimo artigo poético.
ResponderExcluirParabéns Dr Ronald pela bela poesia
ResponderExcluirParabéns Ronald por nos brindar com a sua expertise poética a evolução da vida com o tempo!
ResponderExcluirJKARBAGE
ResponderExcluirO tempo passa, mas podemos carregar o coração de juventude, como vc se expressou bem neste belo poema.
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