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sexta-feira, 13 de março de 2026

POR ÉDEN MOURA MENDONÇA: O MUNDO DAS PEQUENAS COISAS.

     
Éden Mendonça - Estudante Medicina 

     O MUNDO DAS PEQUENAS COISAS. 


      O quanto me parece valioso, em muito e muitas vezes, o mundo das pequenas coisas.
    Formiguinhas, no chuvisco, edificam castelinhos; ternurinhas e carinhos perpetuam paixõezinhas; vão letrinhas e letrinhas dando origem aos livrinhos; crianças, criancinhas, sonhos, sonhozinhos, e quanto a mim, antes das mitoses fiz-me unicelular: mísera estrutura… Disso, foi-se indo, indo o tempo, inventando-me, bem veja, até o presente-agora, em que ao pé do juazeiro eu me posso descansar — ora, miudezas: outrora fora ínfima semente o que hoje me garante a placidez à sombra fresca. Demais, em tal sossego, ao cerrar os olhos meus, alcançam-me os sonhos da primeira meninice — pois são doutas, as crianças, no que se refere ao mundo das pequenas coisas tais —, e o que há menor que os sonhos, que, contendo o infinito, cabem numa só cabeça? 
    Para mais, fora dos oníricos contornos, essas tão pequenas coisas hão de sempre conferir distinto redeslumbramento àqueles que, prestando-se a ouvir sinceramente, buscarem percebê-las: som tremendo que advém das minudências ao agirem, elas, tão despercebidas — retumbante, creia, mas só para os que ouvem… os sussurros desta vida. 
   Entretanto, há de se dizer, os homens, os homenzarrões, em suas gigantescas controvérsias, suas querelas desmedidas, em seu ódio desproporcional, seguem a entabular o seu Silêncio, o silêncio das grandezas capitais — calando aquilo que, brandinho, tenta sussurrar. Ai, quando fica a vida muda, muda de desventurada, o maior que prevalece — e o Mal é um colosso… 
   
   Cresça, imenso mundo, expanda-se, estique e se agigante!, eu vou seguindo as miudezas. Amo bem baixinho, sonho a cada instante, e talvez eu venha a ser pequeno douto, escritorzinho; ser, em suma, grão, somente — ou só.

POR RONALD TELES: ESPERANÇA

Dr. Ronald Teles 

Esperança

Guarde a esperança de meu olhar...
Não turve os tempos com as cores vermelhas do ódio,
Note a expressão de meus olhos,
Que buscam o amanhã com raios de sol,
Com crianças correndo no campo,
No enlevo de um novo encanto,
Das promessas lindas e divinas,
Que nos envolvem de paz;
Acalma teu egoísmo e maldade,
Que a tudo invade,
Roubando anos dourados de nossas vidas,
Abrindo feridas cruas em nossos corações,
Estes já combalidos pelas estultícias tuas,
Clamam pela paz!
Nosso planeta lindo agoniza,
E chama: El Shaday!
A ira divina se abaterá sobre vossas vidas sombrias,
Partiremos adiante, seguros que triufaremos,
Sobre a maldade e o veneno,
Que brotam de teus vis sentimentos,
O amor sempre vencerá o ódio,
Sua melodia transformará a terra,
E os homens de boa vontade,
O guardarão para a eternidade,
Da paz de nosso Deus.